Não, eu não me arrependo de ter dito que lhe amo,
ali o dizer soava tonal – pairava em uníssono. Depois veio vindo o tempo e a
distância, a noção de espaço... É isso! – a noção chutou o amor; a realidade
empurrou o amor do sexto andar do prédio ou do pico da colina. Os eu te amos foram
sendo proferidos incessantemente, como vírgulas. Pela inércia que tem a vírgula,
meu amor, o amor do nosso amor despenca do ínfimo infinito. E eu, seu amor? E
você, meu amor? E nós? Amor?
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