15 de outubro de 2013

Sobre o Amor

Não, eu não me arrependo de ter dito que lhe amo, ali o dizer soava tonal – pairava em uníssono. Depois veio vindo o tempo e a distância, a noção de espaço... É isso! – a noção chutou o amor; a realidade empurrou o amor do sexto andar do prédio ou do pico da colina. Os eu te amos foram sendo proferidos incessantemente, como vírgulas. Pela inércia que tem a vírgula, meu amor, o amor do nosso amor despenca do ínfimo infinito. E eu, seu amor? E você, meu amor? E nós? Amor?

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