15 de fevereiro de 2014

Despedida

Quando nos abraçamos não existe nada em nosso entorno.

O céu desaba, a terra cede e o mar se recolhe – tudo vira éter. Há fluidos de riquíssima energia sendo condensados de um corpo para o outro e, deste modo, nos tornamos um ser com estrutura corpórea toda encaixada e desimportante. Nesse abraço, existem apenas os sentidos e os sentimentos: sinto seu cheiro e me emociono, ouço sua respiração e vivo.
O abraço cessa, a noção de espaço/tempo retorna e lutamos contra o magnetismo da matéria para nos separarmos – nos destrinchando. Alguns pedaços de você se mantém remanescentes em mim e vice-versa e, eu sei, não importa o quão distante, sempre saberemos o caminho de volta. Estamos unidos pelo universo.