Quando
nos abraçamos não existe nada em nosso entorno.
O
céu desaba, a terra cede e o mar se recolhe – tudo vira éter. Há fluidos de
riquíssima energia sendo condensados de um corpo para o outro e, deste modo, nos tornamos um
ser com estrutura corpórea toda encaixada e desimportante. Nesse abraço, existem
apenas os sentidos e os sentimentos: sinto seu cheiro e me emociono, ouço sua
respiração e vivo.
O
abraço cessa, a noção de espaço/tempo retorna e lutamos contra o magnetismo da
matéria para nos separarmos – nos destrinchando. Alguns pedaços de você se
mantém remanescentes em mim e vice-versa e, eu sei, não importa o quão distante,
sempre saberemos o caminho de volta. Estamos unidos pelo universo.