5 de setembro de 2013

(Des)fazer para (Re)fazer


Chegou o momento. É, devo traçar a linha - fronteira de giz que se desfará conforme o arrastar dos chinelos, mas só amanhã. Hoje eu traço a mim mesmo aqui, desde o asfalto da praça até a porta da tua casa. Abre a janela pra mim?

Riscos cândidos cingiram-se ao chão enquanto xaxados, desbravados por luz, se arrastavam como o mar. Espero ser como o mar, debruçando-me forte até chegar, cortês, de encontro ao teu dedão. E aí, então, na expectativa de escassez, súbito retorno – aprumando o topete com cristas pra vir te refrescar de novo – “Ó, Mar”.