12 de janeiro de 2014

(sem título)

Às vezes, antes de deitar para dormir, procuro janela afora por consolo. É aí que sou atingido por um estado que decidi descrever como um otimismo platônico, em que a noção de tempo-espaço se esvai. Noto, assim, que sou demasiado sortudo porque dentre tantas vidas, é a sua que me prende a atenção – logo penso em você e sei sobre a reciprocidade do ato. Posso dizer-lhe que estava absolutamente correto quando li que "estar perto não é físico". Eis que somos compatíveis e sincronizados pelo céu: a lua para a qual mentalmente declaro os meus sentires também agracia o seu sono. De alguma forma misteriosa, essa ligação faz com que nossas almas se intercruzem – dividimos da mesma carga vibratória, como quando, ao roçar de nossas pernas, respiramos em coreografia. É como se nos encontrássemos num estado superior e estivéssemos satisfeitos com o momento, plenos.
Você me transmite paz em esmo de cidade grande e, simplesmente, não mais sou corroído. Apesar de fisicamente sozinho, compartilho minha vida com alguém especial, sem cobranças ou espera. Por conta disso, quando estou com você, deste e de qualquer outro modo, não tenho medo da vida. Quando estou com você, ela, a vida, vira poema e os clichês compõem uma estrofe inteira, portanto, peço paciência. Existe no mundo alguém que me faça seguir em frente, então, também há em mim força de vontade e objetivos sinceros.
Os sentimentos que compartilhamos retraçam qualquer distância entre nossos corpos – estamos além do cosmo, em um só lugar e soprando o mesmo ar. Agora me sinto inteiro e esta é a maneira pela qual busco registrar e agradecer (e gritar, se eu puder) o amor que me completa.

Amor que sinto por você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário